domingo, 3 de abril de 2011

Acordo Ortográfico

                     O que é Ortografia?

               A palavra Ortografia é formada por “orto”, elemento de origem grega, usado como prefixo, com o significado de direito, exato e “grafia”, elemento de composição de origem grega com o significado de ação de escrever. Portanto, ortografia significa ação de escrever direito. É fácil escrever direito? Não, pelo contrário, é muito difícil conhecer todas as regras de ortografia a fim de escrever com o mínimo de erros ortográficos, no entanto devemos nos esforçar para escrever corretamente, uma vez que a nossa escrita revela muito do que somos.
             Com o Acordo Ortográfico, muitas palavras sofreram alterações, às quais devemos ficar atentos. Vejamos quais foram em relação ao:

* Acento Agudo
                O acento agudo deixa de existir em alguns poucos casos:
 
               Paroxítonas:


        1. Nas palavras
paroxítonas, ou seja, nos vocábulos cuja tonicidade recai na penúltima sílaba, os ditongos abertos ei e oi que eram acentuados, não são mais. Este fato é justificado na existência de oscilação entre a abertura e fechamento na articulação destas palavras. Assim, alguns termos que eram escritos de um jeito, terão  novos formatos ortográficos, como: assembleia, ideia, jiboia, heroico, etc.

 Mas atenção  o acento agudo permanece nas
oxítonas
(vocábulos cuja tonicidade ocorre na última sílaba) e nos monossílabos tônicos com ditongos abertos –éi, -éu ou ói, seguidos ou não de –s: papéis, herói, remói, anéis, ilhéus, chapéu, etc.


        2. Nas palavras paroxítonas com hiatos formados com i e u, quando são precedidas de ditongo. Dessa forma: feiúra passa a ser feiura, baiúca passa a ser baiuca.

Entretanto, as vogais i e u, oxítonas ou paroxítonas, continuam a ser acentuadas se a vogal que as antecede não formar ditongo: saída, cafeína, egoísmo, baía, ciúme, recaída, sanduíche, Piauí, etc.

              *Acento Circunflexo
             A respeito do acento circunflexo,  vejamos o que mudou:
          1. Não existe mais acento circunflexo nas formas verbais paroxítonas que possuem o “e” tônico fechado em hiato na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo. Isso ocorre com os verbos: crer, dar, ler, ver e seus derivados, como: prever, reler, descrer, etc.
Assim, antes do acordo tínhamos: crêem, dêem, lêem, vêem, relêem, prevêem.
Agora, teremos: creem, deem, leem, veem, releem, preveem.

Importante: A acentuação dos verbos ter e vir e seus derivados não modifica: eles têm, eles vêm.

         2. De igual modo, o acento circunflexo deixa de existir na vogal tônica “o” de palavras paroxítonas, como: enjoo, povoo, voo, abençoo, perdoo.
 
               * O Hífen
           Não se emprega o hífen:
        1.
Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo termo inicia-se em r ou s. Nesse caso, passa-se a duplicar estas consoantes: antirreligioso, contrarregra, infrassom, microssistema, minissaia, microrradiografia, etc.

       2. Nas constituições em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo termo inicia-se com vogal diferente: antiaéreo, extraescolar, coeducação, autoestrada, autoaprendizagem, hidroelétrico, plurianual, autoescola, infraestrutura, etc.

      3. Nas formações, em geral, que contêm os prefixos des- e in- e o segundo elemento perdeu o h inicial: desumano, inábil, desabilitar, etc.

     4. Nas formações com o prefixo co-, mesmo quando o segundo elemento começar com o: cooperação, coobrigação, coordenar, coocupante, coautor, coedição, coexistir, etc.

     5. Em certas palavras que com o uso adquiriram noção de composição: pontapé, girassol, paraquedas, paraquedista, etc.

     6. Em alguns compostos com o advérbio “bem”: benfeito, benquerer, benquerido, etc.

            Emprega-se o hífen:
  1. Nas formações em que o prefixo tem como segundo termo uma palavra iniciada por h: sub-hepático, eletro-higrómetro, geo-história, neo-helênico, extra-humano, semi-hospitalar, super-homem.
  2.  Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal do segundo elemento: micro-ondas, eletro-ótica, semi-interno, auto-observação, etc.
           O hífen é suprimido quando para formar outros termos: reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar.
           Muito se falou e se fala sobre a nova reforma na língua portuguesa e muitos se perguntam como vou escrever e ler de agora em diante?, Como vou aprender algo que já tenho como certo e que agora está errado?   É importante saber que o modo como as palavras são pronunciadas continua a mesma,  bem como o vocabulário e a sintaxe (a organização dos termos na oração).

           Em 29/09/08, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que estabelece um  período de transitoriedade para  vigorar a nova grafia, o qual iniciou-se em 1º de janeiro de 2009 e vai até 31 de dezembro de 2012. Durante este tempo, conviverão as ortografias anterior e a nova,  assim teremos um tempo para nos acostumarmos e nos adaptarmos às mudanças.

Um comentário:

  1. boa noite professora!!
    muito obrigado pelo esclarecimento,estarei acompanhando as licoes,gde abco

    ResponderExcluir