sábado, 13 de agosto de 2011

O Enem está se aproximando



      Confira algumas dicas para se preparar
           Simulados
         A melhor forma de conhecer o exame, é testar suas chances e organizar os estudos é fazer as provas dos anos anteriores. Com elas, o candidato se habita à  linguagem usada nos enunciados e alternativas e ao mesmo tempo descobre se os conhecimentos que têm sobre determinados conteúdos são suficientes para responder corretamente.

           Respostas comentadas
          Ao procurar as respostas corretas para as questões, o candidato deve aproveitar para aprender o que não soube responder. Além disso, deve procurar entender porque aquela alternativa é a correta e estudar um pouco mais.

          Regras e conteúdos
         No edital do Enem,
 encontram-se todas as obrigações do candidato e os materiais que devem ser levados no dia da prova. O edital apresenta também  a Matriz de Referências usada desde 2009, com todos os conteúdos que podem ser cobrados na prova. O documento com 26 páginas ajuda o candidato a evitar estudo de conteúdos que, embora possam ser relativos ao ensino médio, não constituirão tema de perguntas.

             Enfrentar o que não sabe
            Ao contrário de vestibulares com uma segunda fase em que os conhecimentos mais voltados à carreira pretendida terão maior valor na última etapa, o Enem é uma prova única e genérica. Portanto, em vez de se aprofundar na área que tem mais afinidade, o candidato tem maior possibilidade de melhorar sua nota se tiver algum conhecimento em todas as áreas.. Os candidatos devem encarar o desafio de aprender pelo menos um pouco dos conteúdos de que nunca ouviram falar. 

             Reforço de conteúdos 
          O candidato deve concentrar esforços em conteúdos com dificuldade e evitar revisar o material que já aprendeu o qual, sem dúvida, é o mais prazeroso de rever. Isso vale na hora de escolher os pontos a revisar e o material para leitura e pesquisa.

           Revisar as atualidades 
          Acompanhar notícias principalmente relacionadas com meio ambiente e situações sociais ajuda a melhorar a análise critica e a interpretar o exame. Não se trata de ler todas as notícias ou decorar dados, mas não ser pego de surpresa por assuntos que já foram temas dos noticiários.

         Fazer redações como teste  
         É importante treinar a argumentação e exercitar a escrita a mão sem a ajuda do corretor ortográfico e gramatical que os programas de computador oferecem. Os candidatos devem tentar antecipar os temas, que normalmente são relacionados a dilemas éticos que foram assunto de editoriais e artigos de opinião antes
. Polêmicas nacionais como a liberação de manifestações a favor da maconha podem aparecer em enunciados ou como tema da redação

        Resistência
        O Enem é considerado uma prova de resistência. As questões têm enunciados longos e os dois dias de provas são consecutivos. Treinar responder maratonas de perguntas com antecedência também pode ser uma estratégia, mas deve ser evitada na semana que antecede ao teste, para não se cansar antes da hora. 


domingo, 31 de julho de 2011

         
           Vidas Secas

        Em  Vidas Secas , Graciliano Ramos mostra que as condições naturais desfavoráveis não são as únicas culpadas pela miséria humana.
       O enredo gira em torno de uma família que migra de tempos em tempos para fugir da seca. Ela é composta por Fabiano, sua esposa Vitória e seus filhos (cujos nomes não aparecem, são chamados de “Menino mais Velho” e “Menino mais Novo”). “Também tem a cachorra Baleia, que é parte da família”. 
      São as personagens secundárias, no entanto, que destacam a principal ideia do livro. “A família é vítima da seca, mas seus problemas vêm também da sociedade: Fabiano representa a repressão política”; o soldado amarelo, por sua vez, assume o papel da repressão das instituições, quando bate e prende em Fabiano. 
     A linguagem usada por Graciliano nesta obra também se destaca, uma vez que ele criou uma linguagem adequada à seca, o próprio  estilo é seco, o autor  diz muito com poucas palavras. Ele usa adjetivos de forma muito interessante, chamando atenção para a paisagem, com um estilo muito direto.
  Uma outra particularidade de Vidas Secas:é o fato do narrador buscar os pensamentos dentro das personagens( narrador onisciente), porque elas não exteriorizam o que pensam, nem o que sentem. Graciliano Ramos faz  uma reflexão que vai além da questão social: trata dos aspectos psicológicos da opressão social. “A vida é seca, não só o ambiente. A vida é seca a partir de quando o homem também é”.
     É importante observar que Vidas Secas relaciona-se com O Cortiço e Capitães de Areia também indicados pela Fuvest por abordar problemas sociais, mas  se diferenciam  pelos seus cenários: na medida em que  a obra de Graciliano faz referência a uma realidade rural, as outras duas obras tratam de questões urbanas. 

terça-feira, 26 de julho de 2011

     Como se preparar antes das provas

 

  • Faça da leitura um hábito!

  •     Leia jornais e revistas porque os temas sociais e e da atualidade têm predominado nos principais vestibulares do país nos últimos anos. A leitura também ajuda a aumentar o vocabulário.

  • Leia os editoriais dos jornais, que são bons modelos de dissertação  cuja estrutura é a  mais pedida nos exames e ajudam a perceber técnicas de argumentação.

  • Faça uma redação por semana. Reescreva os seus textos corrigindo os erros indicados pelo professor.

  • Leia a redação de colegas e peça que eles leiam as suas.Converse sobre assuntos polêmicos para aumentar o seu repertório de argumentos.

  • Vá ao cinema, ao teatro e a exposições porque essas são importantes  fontes de informação e o ajudarão a ter uma visão mais ampla da realidade.

  • Fique atento a outros tipos de texto, como histórias em quadrinhos e letras de música, que podem aparecer na coletânea de textos apresentados.

  • Não tenha medo de expor sua opinião no texto porque  o importante é como você se expressa e como elabora sua argumentação.

  • Evite a repetição e lembre-se de que  clareza e  objetividade são fundamentais.

        O que fazer na hora da prova

  • Lembre-se de que você está sendo avaliado pela sua capacidade tanto de produzir o texto quanto de interpretar o enunciado, portanto fique atento ao que está sendo pedido, é fundamental fazer o que é solicitado no enunciado.


  • Procure elaborar períodos curtos, porque  os longos podem causar  problemas de coesão e coerência.

  •  Seja original! Fuja das fórmulas prontas e dos clichês como "o Brasil é um país de contrastes"; "todo homem é uma ilha"; "transpondo as barreiras".

  • Cuidado com o  uso inadequado de palavras ou expressões porque pode causar a  impressão de uma falsa erudição e  isso é considerado um grave erro.

         Lembre-se de que  sua prova será  anulada se:

  • Estiver  em branco.

  • Você fugir do tema: ainda que seja bom, se não tratar do tema proposto, seu texto não será válido.


  • Apresentar estrutura inadequada, ou seja se você  narrar em vez de dissertar e vice-versa, por exemplo.

  • domingo, 3 de abril de 2011

    Acordo Ortográfico

                         O que é Ortografia?

                   A palavra Ortografia é formada por “orto”, elemento de origem grega, usado como prefixo, com o significado de direito, exato e “grafia”, elemento de composição de origem grega com o significado de ação de escrever. Portanto, ortografia significa ação de escrever direito. É fácil escrever direito? Não, pelo contrário, é muito difícil conhecer todas as regras de ortografia a fim de escrever com o mínimo de erros ortográficos, no entanto devemos nos esforçar para escrever corretamente, uma vez que a nossa escrita revela muito do que somos.
                 Com o Acordo Ortográfico, muitas palavras sofreram alterações, às quais devemos ficar atentos. Vejamos quais foram em relação ao:

    * Acento Agudo
                    O acento agudo deixa de existir em alguns poucos casos:
     
                   Paroxítonas:


            1. Nas palavras
    paroxítonas, ou seja, nos vocábulos cuja tonicidade recai na penúltima sílaba, os ditongos abertos ei e oi que eram acentuados, não são mais. Este fato é justificado na existência de oscilação entre a abertura e fechamento na articulação destas palavras. Assim, alguns termos que eram escritos de um jeito, terão  novos formatos ortográficos, como: assembleia, ideia, jiboia, heroico, etc.

     Mas atenção  o acento agudo permanece nas
    oxítonas
    (vocábulos cuja tonicidade ocorre na última sílaba) e nos monossílabos tônicos com ditongos abertos –éi, -éu ou ói, seguidos ou não de –s: papéis, herói, remói, anéis, ilhéus, chapéu, etc.


            2. Nas palavras paroxítonas com hiatos formados com i e u, quando são precedidas de ditongo. Dessa forma: feiúra passa a ser feiura, baiúca passa a ser baiuca.

    Entretanto, as vogais i e u, oxítonas ou paroxítonas, continuam a ser acentuadas se a vogal que as antecede não formar ditongo: saída, cafeína, egoísmo, baía, ciúme, recaída, sanduíche, Piauí, etc.

                  *Acento Circunflexo
                 A respeito do acento circunflexo,  vejamos o que mudou:
              1. Não existe mais acento circunflexo nas formas verbais paroxítonas que possuem o “e” tônico fechado em hiato na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo. Isso ocorre com os verbos: crer, dar, ler, ver e seus derivados, como: prever, reler, descrer, etc.
    Assim, antes do acordo tínhamos: crêem, dêem, lêem, vêem, relêem, prevêem.
    Agora, teremos: creem, deem, leem, veem, releem, preveem.

    Importante: A acentuação dos verbos ter e vir e seus derivados não modifica: eles têm, eles vêm.

             2. De igual modo, o acento circunflexo deixa de existir na vogal tônica “o” de palavras paroxítonas, como: enjoo, povoo, voo, abençoo, perdoo.
     
                   * O Hífen
               Não se emprega o hífen:
            1.
    Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo termo inicia-se em r ou s. Nesse caso, passa-se a duplicar estas consoantes: antirreligioso, contrarregra, infrassom, microssistema, minissaia, microrradiografia, etc.

           2. Nas constituições em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo termo inicia-se com vogal diferente: antiaéreo, extraescolar, coeducação, autoestrada, autoaprendizagem, hidroelétrico, plurianual, autoescola, infraestrutura, etc.

          3. Nas formações, em geral, que contêm os prefixos des- e in- e o segundo elemento perdeu o h inicial: desumano, inábil, desabilitar, etc.

         4. Nas formações com o prefixo co-, mesmo quando o segundo elemento começar com o: cooperação, coobrigação, coordenar, coocupante, coautor, coedição, coexistir, etc.

         5. Em certas palavras que com o uso adquiriram noção de composição: pontapé, girassol, paraquedas, paraquedista, etc.

         6. Em alguns compostos com o advérbio “bem”: benfeito, benquerer, benquerido, etc.

                Emprega-se o hífen:
    1. Nas formações em que o prefixo tem como segundo termo uma palavra iniciada por h: sub-hepático, eletro-higrómetro, geo-história, neo-helênico, extra-humano, semi-hospitalar, super-homem.
    2.  Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal do segundo elemento: micro-ondas, eletro-ótica, semi-interno, auto-observação, etc.
               O hífen é suprimido quando para formar outros termos: reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar.
               Muito se falou e se fala sobre a nova reforma na língua portuguesa e muitos se perguntam como vou escrever e ler de agora em diante?, Como vou aprender algo que já tenho como certo e que agora está errado?   É importante saber que o modo como as palavras são pronunciadas continua a mesma,  bem como o vocabulário e a sintaxe (a organização dos termos na oração).

               Em 29/09/08, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que estabelece um  período de transitoriedade para  vigorar a nova grafia, o qual iniciou-se em 1º de janeiro de 2009 e vai até 31 de dezembro de 2012. Durante este tempo, conviverão as ortografias anterior e a nova,  assim teremos um tempo para nos acostumarmos e nos adaptarmos às mudanças.

    domingo, 27 de março de 2011

    Leitura obrigatória para o vestibular 2012 da Fuvest e Unicamp

           Leitura obrigatória para o vestibular 2012 da Fuvest e  Lista 2011 de livros obrigatórios  é a mesma para vestibular 2012.                                     

              A  Fuvest e a Comvest, que organizam os vestibulares da USP e da Unicamp, vão manter a lista de livros obrigatórios para os vestibulares com ingresso em 2012.
              A lista é a mesma de 2010 para que o estudante do ensino médio possa ter mais tempo para se preparar. Segundo o manual do candidato do  último vestibular,   o vestibulando  deve demonstrar "conhecimento das obras representativas dos diferentes períodos das literaturas brasileira e portuguesa. O conhecimento desse repertório implica a capacidade de analisar e interpretar os textos, reconhecendo seus diferentes gêneros e modalidades, bem como seus elementos de composição, tanto aqueles próprios da prosa quanto os da poesia. Implica também a capacidade de relacionar os textos com o conjunto da obra em que se insere, com outros textos e com seus contexto histórico e cultural."

             Veja quais são os livros do vestibular 2012:


                 *Auto da Barca do Inferno - Gil  Vicente

                 *Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida  

                 * Iracema - José de Alencar

                *Dom Casmurro - Machado de Assis

                *O Cortiço - Aluísio Azevedo

                *A Cidade e as Serras - Eça de Queirós

               *Vidas Secas - Graciliano Ramos

              *Capitães da Areia - Jorge Amado

              *Antologia Poética (com base na 2ª ed. aumentada) - Vinícius de Moraes 


                 Vamos começar a estudá-las? 


                                            O Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente

               É a primeira peça ( e a mais interessante) da Trilogia das Barcas e classifica-se como auto da moralidade . Gil Vicente coloca no palco a  sociedade de seu tempo, que é a espectadora ela própria da representação, que vale como uma advertência e uma lição, indicando os pecados que a afastam da salvação.
               A peça tem como cenário dois batéis colocados, em oposição, à margem da ribeira que separa o reino dos vivos do reino dos mortos. Por essas duas barcas desfilam pecadores mortos, ou suas almas, revestidas das mesmas carcterísticas, vestimentas, instrumentos e objetos associados à posição social e aos pecados de cada um.
             É uma alegoria do Juízo Final, com o Diabo e o Anjo conduzindo as pessoas à vida eterna, a partir do julgamento de suas virtudes e defeitos.
             As personagens do Auto da Barca do Inferno são, por ordem de entrada:
     - Anjo capitão da barca do Céu, é ele quem elogia a morte pela fé; é austero e inflexível.
     - Diabo o capitão da barca do Inferno, é quem apressa o embarque dos condenados; é dissimulado e irônico.
     - Fidalgo: membro da nobreza, arrogante e presunçoso, é a personificação da própria plateia que assistia à encenação dos autos e farsa  de Gil Vicente.
     - Onzeneiro: é um agiota, um usurário, de quem o Diabo diz ser parente. Idolatra o dinheiro e de tudo que juntou, nada levou para a  morte, ou melhor, levou a bolsa vazia. A usura e a ganância eram pecados mortais intoleráveis, revelando a defesa da posição da Igreja Medieval, contrária à especulação e à idolatria ao dinheiro.
     - Joane, o Parvo: é um bobo, um tolo, um ignorante, incapaz de compreender, mas consciente de sua condição de excluído socialmente, humilde, rude, franco e sem malícia.  Sua absolvição decorre do princípio cr
    istão de que "bem aventurados são os pobres de espírito, porque deles é o reino do céu".
     - Sapateiro:  é um artesão desonesto e um falso beato; é a personificação da má-fé no exercício da profissão e prática de uma religiosidade apenas formal, destituída do sentido autenticamente cristão.
     - Frade: libertino, mais cortesão do que religioso, amante de Dona Florença e exímio espadachim; é subjugado por suas fraquezas: mulher e esporte. Leva a amante e as armas de esgrima ao morrer. Representa o clero decadente e a condenação do falso moralismo religioso, confirmando a máxima de que o hábito não faz o monge.
     - Florença: amante do padre.
     - Brígida Vaz:  a alcoviteira, a cafetina e feiticeira. A prostituição e a feitiçaria são as práticas pelas quais a personagem é condenada  à barca do Inferno.
     - Judeu: é aparentemente tão execrado que nem o Diabo o quer em sua embarcação, especialmente porque chega acompanhado do bode, símbolo de sua religião e do qual não quer se separar. A rigor, seu único "pecado" é o de não ser cristão. É importante observar que Gil Vicente, cuja tolerância religiosa tem sido enfatizada pelos biógrafos, parece ter adotado uma solução ambígua quanto à condenação do personagem, uma vez que o registra o preconceito quinhentista contra os judeus, porém omite um juízo pessoal ou comprometedor sobre o tema.
     - Corregedor: magistrado, juiz de direito; é arbitrário e representa aqueles que se valem da autoridade de seus cargos para enriquecerem de forma ilícita.
     - Procurador:  advogado do Estado.
     - Enforcado: sua condenação recoloca em cena a crítica à burocracia  corrupta.
     - Os quatro cavaleiros: representam a glorificação do ideal das Cruzadas e do cristianismo puro.


           A caricatura dos tipos sociais apresentados no  Auto da Barca do Inferno  não é gratuita nem artificial, mas é o resultado da acentuação de traços típicos. Gil Vicente visa, não às instituições, mas aos indivíduos que as corrompem. O que pretendia era resgatar instituições nas quais acreditava: a Igreja e a Nobreza; o que ele queria era salvá-las do dinheiro  e das ambições mundanas.
        Quanto à estrutura, observa-se uma descontinuidade das cenas que se superpõem, sem encadeamento cronológico ou sem um enredo articulado, com começo, meio e fim, no entanto  é totalmente coerente com o caráter  didático do auto  porque facilita o distanciamento do espectador.
        Em o Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente manifesta uma visão medieval do mundo em transformação para o Renascimento porque condena de forma  explícita a preocupação com a riqueza material, com a ostentação e com a vaidade, demonstrando uma concepção mística do homem como ser dotado de uma vida espiritual que transcende a materialidade da carne, como um ser dotado de uma "alma", que necessitava se salvar das tentações do mundo que começava a emergir da Revolução Comercial, do mercantilismo e do nascente capitalismo.


        Lembrando:

       Auto  é uma designação genérica para  textos poéticos ( normalmente em redondilhas) criados para representações teatrais no final da Idade Média. A maioria dos autos apresenta caráter predominantemente religioso, embora a obra de Gil Vicente nos ofereça vários exemplos de temática profana  e satírica (as farsas), sempre com preocupações moralizantes.


       Bom estudo!